quarta-feira, 30 de maio de 2018

Se eu estivesse muito doente

Parece mórbido, ingrato, sem propósito e com certeza minha mãe não supersticiosa repreenderia, mas confesso que ontem a noite antes de dormir eu pensei:"E se eu estivesse muito doente?" Que não seja preciso eu estar muito doente para que eu faça aquilo que faz meu coração sorrir, para que eu esteja com quem eu me sinta muito bem, para que eu me entregue sem grandes ressalvas, para que eu não meça esforços para conquistas desejadas, para que eu receba abraços e beijos carinhosos e fuja de comparativos que não me levam a nenhum lugar e para que eu pare de editar o meu próprio texto na tentativa de filtrar até mesmo o meu pensamento procurando as palavras mais belas, menos agressivas e mais apropriadas para fazer da minha vida um quadro atrativo de ser visto e admirado quando pendurado na parede de fora da minha casa e da minha alma.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Essa é pra vc!

Hoje recebi um e-mail assim, com esse título. Não pensei muito sobre o email e nem levei tão a sério assim. Até que a noite chega e a vontade do meu quase único momento exclusivo de liberdade total chega junto, o notebook liga, as mãos se movimentam, a mente voa raso e o taça de vinho acompanha ao lado. Flor me olha e deve se perguntar o que é que rola? Por que isso? - ela perguntaria se tivesse de certa forma interessada no outro, na vida do outro, em algo que vá além do seu próprio umbigo e da vontade interminável de somente deitar e lá ficar, parada, quieta, imóvel e esperando algo muito extraordinário e que a surpreenda de um jeito tão inusitado aconteça para que tudo que não queira fazer seja continuar lá, deitada, estirada, olhando o mundo de baixo e pensando quando é mesmo que tudo isso vai acabar.

sexta-feira, 4 de maio de 2018

O nome dela é Maria

Pensei que era menino, mas era Maria
Pensei que fosse triste, mas sorria sem motivo
Pensei que ficaria brava, mas nem ligou pra minha falta de trocados
Pensei que nem ligaria, mas devolveu os meus beijinhos voadores

Ela é Maria
Ela mora aqui no bairro
Ela tem a casa da música
A rua é dela
Ela era da rua
Agora ela é a menina do sorriso lindo
Que eu quero ter a sorte de encontrar de novo
Ainda vou na casa dela
E vou dizer pra ela
Que eu também sou Maria
E que tenho duas amigas Marias
E que nós três
Que somos as tês Marias
Queremos que ela
A quarta Maria
Tenha um casa tão engraçada quanto a da música
Mas com teto e tudo
E que queremos que a Maria número 4
No seu aniversário de 4 anos que deve estar pra chegar
Ganhe muitos beijinhos no ar
E que sortuda eu seria
Se ela sorrisse de novo
Igualzinho a como hoje ela sorriu!



domingo, 29 de abril de 2018

Quem espera sempre alcança

É só uma questão de tempo mesmo. Quando se busca algo com o coração, com a alma, quando não se há dúvida do que se quer, é realmente somente uma questão de tempo para que a própria dinâmica da vida mostre qual passo a se dar, qual caminho a seguir e qual velocidade adotar. O que ela sempre quis muito eu nunca soube. Não sei quais são os seus maiores desejos e anseios. Talvez nunca saiba porque ela também se confunde um pouco na resposta. Tarefas rotineiras se transformaram em grandes desafios. E desafios se tornaram uma espécie de monstro daqueles que quando a gente pensa neles a respiração para, a palma da mão sua, e o corpo treme. E agora? O que fazer? Como pensar? Como fazer sorrir? E se há algum desafio nessa vida que se apresenta como um dos maiores antes já visto é esse: fazer sorrir. É isso por sinal o que eu passarei a desejar como votos de feliz aniversário para todas as pessoas: que quem te faz rir continue a te fazer rir por todo o sempre. Como fazê-la rir? Como conseguir que as toneladas que pesam, que amedrontam, que sufocam e lideram comportamentos jamais associados a ela fiquem assim do dia pra noite um pouco mais leves? A resposta eu não tenho e o caminho eu também não sei. Ainda tento fazer sorrir e quem sabe um dia eu consiga um sorriso de canto de boca ou aquele tapinha que sempre recebi dela junto com o comentário doce da mãe sem ressalvas que dizia: Tetê, como você é boba! E que eu seja sempre muito boba, muito louca, muito intensa e muito imprevisível pra viver e pra me deliciar com o momento que ainda está por vir: aquele momento de te fazer sorrir.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Eu sou um pedacinho da colcha dela

A vida é recheada de novidades muito boas. Ela não sabia que eu a olho e nem acredito no que vejo. Ela era só uma menina deitada entre a gente, seja lá quem a gente fosse. Sem se importar se era gente interessante ou gente tolerável ela era e continuou sendo sempre doce e adorável. Ela sorri. É assim que a vejo. Ela une. Ela soma. Ela deixa o vento bagunçar o cabelo e reage com um sorriso tão lindo que não dá pra parar de olhar. Linda abrangendo tudo que dá pra alcançar. Linda de olhos, dentes, cabelos, gestos, sorriso, generosidade, amor. Linda de amor. Excelente jeito de explicar quem a nossa preferida dos olhos de jabuticaba se tornou. Ela sempre alegrou, sempre fez alguém sorrir, nem que seja só de olhar e pelo olhar. Quem é essa princesa que consegue arrancar lágrimas de olhos de marmanjo irmão? Quem é a dinda que pede abraço apertado pro outro do trio? Quem é a menina dos olhos da protetora de todos? Quem tem o jeito dele mas não é ele e ao mesmo tempo é quem ele queria ter? É também a pequena de alguém, a pretinha de outrem e certamente insubstituível pra sua réplica menor. Ela é anjo e esperança, sonho e aliança, inspiração pra quem ela nem desconfia, assim, talvez como eu. Ela disse que eu sou um pedacinho da colcha de retalhos dela e mal sabe ela que ela é quem me cobre de orgulho por ser a minha referência mais jovem de amor. Nina, eu amo você.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Leve

Leve. Você é leve! Marcante pra mim ouvir isso. Toca no fundo do coração. Fez com que eu me sentisse um ser iluminado, privilegiado, especial. VOCÊ É LEVE! Dessa vez já foi quase gritado, pra que todos os meus ouvidos ouvissem, absorvessem e nunca mais se esquecessem dessa frase. O som passou pelas barreiras que só ele deve saber quais foram e chegou até o coração. E ecoou por todo o meu corpo. Sim, eu sou! Eu consegui ser! Eu sou sim! Sou muito leve! Viva intensamente o momento presente! E assim ela dizia e repetia e me ensinava. E assim eu aprendi. Até hoje lágrimas rolam de emoção por ter ela ter me ensinado o poder do agora. Não existe amanhã. O depois é algo que vai virar agora em segundos. Duas mulheres. Uma muito doce, sábia e de voz mansa. Outra muito doce, sábia e de voz firme. Uma me ensinou a ser e a outra me disse que eu sou. Dois amores. Uma aqui prestes a ir pra um pouco longe e outra que faz tempo que não manda notícias. As duas sempre presentes no meu coração. Uma ajudou a me criar e a outra me ajudou a superar. Amo vocês!

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Eu já estava dormindo.

Poderia ter sido acordada por volta de 2 da manhã, quando achei que já era perto de 5 horas da manhã e ter ficado muito irritada por isso. Fiquei um pouco irritada e decidi continuar a fazer o que faço por alguns anos: parar de brigar com a vida e aceitar o que acontece de bom e ruim comigo. Por motivos que fogem ao meu controle alguns barulhos noturnos me acordam no meio da noite e infelizmente tenho sono leve e nem sempre volto a dormir instantaneamente. Poucas coisas me irritam tanto como ser acordada no meio da noite, especialmente quando sei que tenho que "render"no dia seguinte. Dessa vez, eu me entreguei àquilo que de positivo a vida poderia estar querendo me apresentar com esse "problema". Primeiro eu respirei fundo e expirei forte. Depois levantei de forma brusca da cama, jogando lençol e coberto pro lado com agressividade. Em seguida levantei. Fui para o escritório de casa, arrumei uns papéis, preparei a mesa, liguei a luminária e liguei o computador. É o meu momento. Vou digerir melhor o conteúdo da aula de terça-feira passada, foi o que eu pensei. Eu me dei conta que eu deveria ter escrito o meu diário de bordo todos os dias, mas não fiz. Então nada melhor do que começar a escrever o que rolou nos meus dias de lá pra cá. Terça-feira quando cheguei do curso estava muito pilhada. Obviamente, como já era de se esperar não consegui dormir logo quando cheguei em casa. Depois de relatar tudo o que vivi no primeiro dia de aula para a amiga confidente eu escrevi o texto Já deveria estar dormindo. No dia seguinte eu estava bastante determinada a me observar sobre o pilar da inteligência emocional que quero desenvolver primeiro. Então quarta-feira foi dia de ficar bastante atenta à todas as oportunidades de exercitar empatia nas minhas relações. Quarta foi dia de reunião com cliente para apresentar produto novo e ampliar a parceria que já temos hoje. Meu grau de empatia foi 5 em 10 porque eu demonstrei em alguns momentos certa ansiedade para "provar meu ponto". Na quinta-feira eu trabalhei no escritório e tentei ao máximo ser empática com as duas pessoas da minha equipe que trabalham comigo diretamente. Eu normalmente opto por conversas mais objetivas, relacionadas à trabalho e me esforço para que as conversas sobre o que as pessoas sentem, como sentem e pelo que passam em suas vidas pessoais ganhasse um pouco de espaço no meu dia. Eu sinceramente as vezes considero desperdício de tempo cerca de 60% das conversas que as pessoas tem com seus colegas sobre vida pessoal no ambiente de trabalho. Acredito ainda que a produtividade cai muito quando esse tempo todo é despendido para analisar e tentar resolver de forma coletiva um problema de relacionamento com marido, esposa, filhos, família do colega de trabalho. Talvez por isso empatia seja o meu primeiro pilar a ser desenvolvido. O outro precisa e quer ser ouvido e mesmo quando aparentemente o assunto é algo que de nenhuma forma vai impactar positivamente o faturamento da empresa, reconheço que esse tipo de papo deve ter o seu espaço no mundo corporativo. Sexta-feira foi um dia leve, sendo eu mesma, sem grandes análises, mas já colhendo os frutos de ter tentando exercitar a empatia nos dias anteriores. Encontrei uma amiga no final do dia para um café, acertei no livro que ela queria ler e demos boas risadas. Sábado foi um dia dedicado a mim. Banho demorado para ouvir os pensamentos, músicas que mais gosto rolando e a noite a festa de aniversário do amigo querido e divertido da turma do off-road. Cheguei em casa quando já era domingo. Domingo foi um dia de muitos desafios. Era o dia de reunir toda a família porque era dia dos pais. Família reunida deveria ser um momento muito esperado por mim, já que família é a reunião das pessoas que por mais tempo conviveram comigo até hoje, ao menos em tese. No entanto, alguns conflitos familiares desgastaram um pouco a nossa relação, apesar do enorme amor que há entre nós. Eu me saí bem. Fui tolerante, ouvi mais do que falei e não dei risadas escandalosas. Não fui 100% eu, mas mandei bem num geral. O meu sobrinho mais amado desse mundo me ajuda demais a ser eu enquanto brincamos, mas no momento adulto do encontro preciso me comportar para não causar. E assim foi feito. Segunda eu consegui acordar no horário que me proponho para ter o meu dia ideal. As 5 pulo da cama para fazer tudo o que preciso antes de sair de casa às 6:15. 6:50 da manhã é a hora de estar na sala de pilates da ACM. Não fui tão pontual quanto eu gostaria, mas cheguei a tempo de fazer o segundo exercício em diante da aula. E agora são 04:08 da manhã de quarta. Estou terminando o diário de bordo e depois vou fazer a análise do vídeo da Amy Curry. Falar dos meus sentimentos, da forma como vejo a vida, de todas as minhas emoções não foi um exercício difícil, até porque tenho apoio emocional de gente que convive comigo e, o mais importante, disponibilidade dessa gente em me ouvir até que eu consiga enxergar jeitos diferentes de agir, pensar e sentir. Eu me sinto grata por isso. Eu falhei por uma vez com minha mãe ao longo da semana, porque eu falei de forma impositiva em uma conversa nossa e não consegui me colocar no lugar dela. Infelizmente ela tem depressão e pra mim é um exercício muito difícil manter a calma, analisar tudo o que será falado e agradá-la. Outro momento em que falhei foi quando por não me comunicar bem e dar a entender que ela não havia buscado a riqueza de detalhes que iria me satisfazer sobre uma pesquisa de mercado que ela tinha feito. Tudo o que ela tinha de informação a respeito do produto em questão era suficiente para que ela tomasse a decisão de não comprá-lo. Em contrapartida, eu queria saber mais detalhes e pelo meu jeito de falar ela se sentiu tão pressionada que me deixou a vontade para falar com a atendente para confirmar as informações e me certificar do resto. Importante ressaltar que eu não sou o público alvo desse produto e não tenho nenhum interesse de comprá-lo. Sendo assim, porque tamanha a minha necessidade de saber todos os detalhes, sendo que a minha amiga já havia decido que não iria comprá-lo e a mim o produto também não atende?
Entendo que o reconhecimento daquilo que se quer mudar é certamente o primeiro passo. Considero o que vem depois mais difícil. Não basta reconhecer que a forma que eu agi poderia ter sido mais apropriada e empática. O resultado desejado é agir com o outro como se você estivesse na pele dele, considerandos seus sentimentos e emoções. Me sinto mais preparada do que antes mas não ainda confiante que conseguirei ser hoje quem eu gostaria de me tornar.